Ecletismo ou Especialidade?

Uma importante decisão a ser tomada.

Ainda não fez um ano que me tornei executivo e, nesse meio-tempo, carreguei comigo uma inquietação: Vale a pena saber um pouco de muito ou muito de pouco?

O conhecimento eclético tem seu charme, afinal, grandes pensadores seguiam essa linha, como Leonardo Da Vinci, por exemplo, que era, entre outras coisas, pintor, geólogo, anatomista, químico e mudou sua época. O ecletismo também funciona bem para empreendedores. Funcionários especialistas tendem a dar mais importância à sua área de atuação na empresa, mas, quando passam a ser donos, percebem a necessidade de olhar sua organização como um todo.

A favor da especialidade, conheço muitos entusiastas, mas me chama a atenção uma antiga teoria econômica chamada Vantagem Comparativa de David Ricardo (1772 – 1823), na qual diz, entre outras coisas, que se você estiver fazendo algo, mas poderia estar fazendo outra coisa de maneira mais eficiente, está perdendo um bem valioso e escasso: o tempo. Em resumo, é como se alguém que fosse muito bom em finanças, passasse parte do seu dia montando apresentações.

Eu tomei minha decisão, por três motivos:

  1. Como o nome do blog já diz, tenho o objetivo de chegar ao topo da hierarquia empresarial e, para isso, precisarei ter uma visão muito mais holística.
  2. Não se trata de uma decisão absolutamente racional, ela é enviesada por minha curiosidade, sempre gostei de aprender sobre diversos temas, então felizmente será um caminho mais confortável.
  3. E finalmente, por que o eclitismo me fez chegar onde estou hoje. Nada como apresentar teorias econômicas para o pessoal de marketing, ou falar de filosofia com a área de produtos, a cultura ampla é capaz de agregar valores inovadores para qualquer área.

Não pare de se questionar, construa uma estratégia para seus objetivos e atue. Espero que você sempre  reflita sobre qual a melhor abordagem e, caso necessário, é só ajustar a mira.

Referências: The Principles of Political Economy and Taxation, David Ricardo, 1817.

 

Quem leu esse post, acessou também:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *