Somos Todos Narcisistas!?

A surpreendente influência do narcisismo em nossas vidas e carreiras

Você já foi acusado de ser narcisista?

Bom, eu já.

O projeto desse blog não colabora muito com a minha defesa, afinal, o próprio nome tem o “Eu” como destaque. Além disso, para instigar de vez minha curiosidade sobre o tema, percebi que pelo menos 30% dos posts falam sobre desenvolvimento pessoal.

Assim, passei a prestar mais atenção no assunto. Pude observar que o narcisismo está muito mais impregnado no nosso cotidiano do que poderia imaginar. Ele influencia nossos julgamentos, decisões, comportamentos e, consequentemente, nossa biografia.

Mas, o que é ser narcisista, afinal? Trata-se realmente de uma ofensa? Um defeito de caráter a ser combatido? E em nossas vidas e carreiras, qual o efeito?

Para buscar essas respostas fui atrás dos principais estudos sobre o assunto e me policiei para não me colocar no centro dessa discussão.

O Mito de Narciso

Antes de qualquer coisa, para conseguirmos compreender as definições atuais do narcisismo, precisamos conhecer sua origem.  Tudo começa com um mito.

O Mito de Narciso vem da Grécia Antiga. Filho de Confiso, deus do rio, e de Liríope, uma ninfa das fontes, o jovem foi abençoado com uma aparência digna de seus pais, divina.

Convivendo a vida inteira com o desejo alheio, Narciso se acostumou a ser admirado, mas jamais correspondeu de forma amigável. Quanto mais lendária se tornara sua beleza, mais notável tornara-se sua indiferença.

Logo, sua dádiva se tornou também sua maldição. Muitos de seus pretendentes rejeitados apelaram para o deus da vingança, Nêmesis. Narciso haveria de sofrer do mesmo mal que causara a tanta gente.

Certo dia, ao caminhar pela floresta, se abaixou para beber água em um lago e viu seu rosto refletido. Ele estava tão inebriado pela maldição de Nêmesis que não percebeu que estava contemplando a si próprio.

A admiração foi tanta que ficou lá, encantado com seu próprio reflexo por muito tempo. Até que, em um ato de loucura, se jogou no rio para tentar encontrar aquela figura tão bela, mergulhando cada vez mais fundo, até desaparecer das vistas, para nunca mais retornar.

Uma breve história do narcisismo

O mito é trágico, porém, muito atual (troque o lago pelo Instagram ou espelho da academia e temos um mito moderno).

O nome do personagem que se apaixonou por si mesmo acabou sendo eternizado ao batizar uma discussão que permeia as rodas de debate desde sempre.

Muito antes de chegarmos à invenção da palavra narcisismo, pensadores debateram muito (e discordaram na mesma intensidade) sobre o lugar do ego em nossas prioridades morais.

Quem nos ajuda a contar parte dessa história é Craig Malkin, em seu livro, Repensando o Narcisismo:

  • Na Índia antiga, Buda afirmou que o “ego é uma ilusão”, um truque da mente que nos leva a acreditar que somos importantes.
  • Dois séculos depois, em 350 a.C., Aristóteles trouxe uma visão oposta, partindo da pergunta: Quem o homem deve amar mais? A si próprio, ou aos outros?“. A conclusão do filósofo foi: “O homem bom é particularmente egoísta.”
  • Com o passar dos anos, o debate foi se tornando cada vez mais intenso. Para Thomas Hobbes, por exemplo, o amor-próprio faz parte da brutal natureza. Para Adam Smith, o interesse em si próprio é bom para a sociedade.
  • Em 1898, o sexólogo Havelock Hellis descreveu pacientes que literalmente se apaixonam por si próprios, como se sofressem de uma alteração psicológica “como a de Narciso”.
  • Paul Nacke chegou a recorrer ao mito para descrever uma “perversão sexual” similar, cunhando o termo Narcisismo, no final do século XIX.
  • Finalmente, chegamos a Freud. Foi o famoso psicanalista que desassociou o termo de suas conotações sexuais (surpreendentemente, tratando-se dele) e tornou a palavra famosa em 1924, com a obra: Introdução ao narcisismo.

Um duelo de gigantes

O termo viralizou (mesmo com as limitações da época) e o debate que durara tanto tempo ganhou novos e ainda mais aficcionados competidores.

Em seus estudos, Freud considerou o narcisismo algo essencial para o desenvolvimento de uma criança: “Precisamos superestimar nossa própria importância no universo antes que possamos ver qualquer outra pessoa como importante”.

Porém, o psicanalista não conseguiu definir muito bem os efeitos em outras fases da vida, apresentando alguma contradição.

Apontou líderes carismáticos e inovadores como prova de que indivíduos que se sentem especiais podem trazer imenso bem. Mas, também associou o narcisismo à vaidade, doenças mentais e a megalomania delirante.

A ambiguidade de Freud serviu de palco para um duelo, cinquenta anos mais tarde, entre Heinz Kohut e Otto Kernberg. Enquanto a visão do primeiro parece plena de esperança, é a escuridão que permeia a visão do segundo.

Freud acreditava na autossuficiência da virtude (devemos ser adultos inteiramente autônomos, sem demandas por aprovação ou admiração) e via o narcisismo como um sinal de imaturidade, uma necessidade infantil a ser superada.

Kohut discordava. Acreditava que, mesmo quando adultos, precisamos dos outros, para admirá-los, para sermos admirados, para buscarmos conforto e satisfação.

“O narcisista de Freud é infantil – uma figura reminiscente de Peter Pan, que se recusa, teimosa, a tornar-se adulta -, enquanto o narcisista de Kohut é, em seu melhor momento, um aventureiro, entrando e saindo de sonhos intoxicantes de grandeza.”

Craig Malkin

Otto Kernberg concordava com Kohut sobre o aspecto do bom narcisismo trazer autoestima, orgulho, ambição, criatividade e resiliência. Porém, assim como Freud, também via os seres humanos como borbulhentos caldeirões de hostilidade e luxúria, impulsionados por suas mais obscuras paixões:

“Os mais perigosos narcisistas, na visão de Kernberg, podem mesmo nascer com excesso de agressividade. Por terem sido levados a uma sensação de inutilidade na infância, destroem o restante da humanidade como vingança, usando as pessoas de acordo com as próprias necessidades deixando-as de lado no final.”

Craig Malkin

Kernberg denominou esses espécimes mais assustadores de “narcisistas tóxicos“.

As duas teorias adversárias foram debatidas em conferências e publicações de ambos, mas nenhuma sobrepujou a outra por um longo tempo.

Em 1979, Christopher Lasch colaborou com as teorias de Kernberg, em seu popular livro, A cultura do narcisismo. Em 1981, Kernberg ficou sozinho no centro das atenções. Um câncer tirava Kohut do debate.

Foi o suficiente para a propagação da imagem negativa do termo, transformando-o no insulto popular que conhecemos hoje.

Definições atuais do narcisismo

Como pudemos observar, desde Buda e Aristoteles a Kohut e Kernberg, o narcisismo tem sido debatido ao longo de toda nossa história recente, nos levando a crer que, talvez, o assunto seja inconclusivo.

No entanto, temos um boa notícia. Segundo Malkin, apesar de estarmos obcecados com o narcisismo sombrio de Kernberg, o onipresente entendimento de que pessoas saudáveis tendem a se sentir especiais, sugere que a visão mais benigna de Kohut seja a correta.

Assim, o narcisismo é uma tendência humana normal e universal: a ânsia de sentir-se especial.

“Precisamos de grandiosidade de quando em quando para nos sentirmos felizes. Adolescentes moderadamente narcisistas são menos ansiosos, menos deprimidos e têm relacionamentos melhores. Do mesmo modo, líderes com narcisismo moderado são muito mais bem avaliados por seus funcionários.”

Craig Malkin

Os amantes de si mesmos, porém, ainda não podem comemorar. Como tudo na vida, aqui também precisamos de equilíbrio.

Segundo as pesquisas de Malkin, tanto aqueles que nunca se sentem especiais, quanto aqueles que se sentem especiais o tempo todo,são um problema para si mesmos ou para o mundo.

O que nos dá uma resposta para nossa primeira pergunta, o narcisismo é bom ou ruim?

Os dois.

Isso porque a diferença entre nós não é em espécie (narcisista ou não), apenas em nível. A questão reside inteiramente no quanto nos sentimos especiais.

Formação do narcisista tóxico

A quantidade ou o nível de narcisismo, então, é crucial para continuarmos nossa investigação.

Segundo Malkin, sintomas de uma pulsão narcisista mais acentuada podem emergir desde os três anos de idade. Porém, são as experiências ao longo da vida, como o relacionamento com os pais e a cultura em que está inserido, que vão determinar o lugar do indivíduo nessa escala.

As pessoas que estão no lado mais alto da escala do narcisismo (ou espectro, como conhecido no meio da psicologia) podem receber o diagnóstico de transtorno de personalidade narcisista.

Pessoas com TPN precisam de apoio profissional. Trata-se de um assunto potencialmente mais sério.

O transtorno, invariavelmente, deriva de uma tentativa de esconder a vulnerabilidade humana normal, em especial sentimentos dolorosos de insegurança, tristeza, medo, solidão e vergonha.

“Pessoas com TPN têm uma necessidade mais forte de agirem e serem tratadas como se fossem especiais. Tendem a ser arrogantes e condescendentes, mas também podem ser tímidas e cheias de culpa.

Exigem atenção, admiração, aprovação ou consideração especial porque têm pouco senso de quem são afora a forma que são vistas pelos outros. Não sentem empatia e veem a vida como uma constante competição.”

Craig Malkin

Na outra ponta desse espectro, ou seja, o déficit de narcisismo, também podemos encontrar comportamentos tóxicos. Nesse caso, o indivíduo nunca desfruta de sentir-se especial.

“Aquele com alto déficit de narcisismo tende a subjugar-se às necessidades dos outros, sentir-se pessimista, sofrer de ansiedade, depressão e fragilidade emocional.

Não se sente merecedor de elogios, amor ou carinho de ninguém, independente das circunstâncias.

Quanto menos se sente especial, mais se apaga. Com o tempo, terá tão pouca autoestima que irá se sentir inútil e impotente.”

Craig Malkin

Sendo assim, é no centro dessa escala onde encontramos aquilo que Aristoteles, Thomas Hobbes, Adam Smith, Freud, Kohut e Kernberg consideravam como necessário para o desenvolvimento saudável do indivíduo.

Uns com mais, outros com menos. Portanto, sim, somos todos narcisistas.

Algumas consequências modernas do narcisismo

Até aqui, respondemos duas importantes inquietações propostas no início do texto, o que nos proporcionou um conhecimento ligeiramente mais profundo sobre o tema. Agora, temos condições de partir para uma parte ainda mais interessante desse post.

As consequências dessa tendência humana e universal nos leva, inconscientemente, aos comportamentos e situações mais inusitados.

Alguns dos que listaremos abaixo fazem parte de estudos científicos premiados, outros tratam-se de pura especulação (o que todo estudo científico já foi um dia). Uma mistura que aguçará nossa curiosidade pelo tema.

Narcisismo Amoroso

Você facilmente se lembrará de um casal (ou vários) que se parece muito um com o outro. A explicação para essa tendência é bastante complexa.

Alguns estudos comprovam que a familiaridade ou, nesse caso, a semelhança é melhor aceita pelo nosso cérebro.

Assim, geralmente, nos sentimos mais confortáveis com quem tem traços semelhantes aos nossos. Também nos damos melhor com quem compartilha os mesmos gostos, histórias, objetivos, opiniões…

Nada disso é novo, é normal ouvirmos casais apaixonados dizerem que têm muitas coisas em comum. O que surpreende, na verdade, é que essa dinâmica pode retratar um viés narcisista.

Afinal, alguém que compartilha das mesmas virtudes está sempre validando nossas opiniões, certo?

E o que dizer de nos apaixonarmos por alguém que se parece conosco fisicamente, há algo mais semelhante ao Mito de Narciso?

Narcisismo da cultura

Acesse qualquer lista de livros mais vendidos e irá perceber que cerca de 30 a 50% falam do aprimoramento do “eu” (o que me deixa ainda mais confortável em discutir tanto esse tema por aqui).

Mas, essa é só uma pequena amostra do narcisismo na área do conhecimento.

Considere, por exemplo, a seguinte inquietação: a tentativa de Kohut e Kernberg de estarem certos, um embate que durou toda a vida, não seria, ironicamente, fruto do narcisismo de cada um?

A propósito, o ato de escrever (ou de produzir qualquer outra arte), não sugere uma tentativa inconsciente de obter aprovação do outro, de acariciar o ego? Constatação que serviria para qualquer mensagem, como vimos no post Lógica Simbólica. 

Narcisismo e sua majestade, o bebê

Nem me atrevo a entrar nesse debate. Passo a palavra a Freud (trecho do livro “Para ler Freud”, de Carlos Augusto Nicéas):

“Sobre o filho seria então projetada toda a perfeição e negado qualquer defeito. Ele seria o que os pais fazem dele, ao projetarem sobre ele seus ideais. Centro de toda a criação, a criança, aos olhos dos pais, veio para cumprir todos os sonhos não realizados por eles.

O ponto mais espinhoso do sistema narcísico, essa imortalidade do eu que a realidade desmente, reencontrou um lugar seguro refugiando-se na criança.

O amor dos pais, tão tocante, e no fundo tão infantil, nada mais é que seu narcisismo que acaba de renascer

Narcisismo e a liderança

Já discutimos que o narcisismo moderado pode ser benéfico para a liderança. Adam Grant diz que os “narcisistas humildes” conseguem combinar características que fazem deles líderes excelentes. É relativamente fácil encontrarmos esse tipo de estudo.

Mas e do lado dos liderados, qual o efeito?

Tenho observado uma tendência bastante curiosa das pessoas ao definir como enxergam seus chefes.

Perguntei para muitos colegas, familiares e amigos que reclamam de seus chefes, se eles acreditavam que seus gestores estavam satisfeitos com o seu trabalho.

Todos responderam que não.

A relação com seus líderes era interpretada, primeiramente, pela desaprovação por parte deles. Parece que, apenas depois disso, o liderado “decide” que seu chefe é ruim.

A minha análise foi muito sucinta, é verdade, porém, parece que uma correlação é bastante provável. Freud citava uma tendência, fruto de narcisismo, que pode explicar esse viés: “queremos ser amados primeiro, para amar depois”.

Portanto, ainda que inconscientemente, chefe bom é aquele que “gosta” da gente.

Narcisismo e dinheiro

Uma pesquisa realizada em 2016 comprova o efeito narcisista na nossa relação com o dinheiro. Richard Easterlin, tentando entender se dinheiro traz felicidade, chegou a uma conclusão interessante:

Pessoas mais ricas tendem a ser mais felizes do que pessoas mais pobres, porém, nações ricas não são mais felizes que as pobres.

O desfecho é desconcertante. Easterlin concluiu que a renda relativa importa mais do que a absoluta, ou seja, é como dizer que o que faz você ser feliz não é ter uma boa renda, mas, sim, ser o mais rico da turma.

Narcisismo do gênio

Ao querer se destacar, o narcisismo pode nos levar a diminuir os outros. Gerar dúvidas sobre a capacidade alheia nos coloca em uma imaginada posição superior.

Porém, isso é mais do mesmo. O curioso aqui é que enaltecer alguém também pode ser uma estratégia narcisista. Um filósofo genial nos ajuda a entender essa tendência:

“É assim que nossa vaidade, nosso amor próprio, favorece o culto ao gênio. Pois só quando é pensado como alguém distante de nós, o gênio não fere. Chamar alguém de gênio significa dizer: aqui não precisamos competir.”

Nietzsche

Narcisismo na internet

Pronto, aqui está o campo mais fértil para o narcisista. Um excelente texto do El País retrata essa tendência:

Todos os dias são colocadas no Instagram 80 milhões de fotografias, com mais de 3,5 bilhões de curtidas: ‘Eu, comendo’, ‘Eu, com minha melhor amiga’, ‘Eu em um novo bar’.

A internet está nos convertendo não só em espectadores passivos, mas em narcisistas ávidos pela notoriedade fácil

Se você ainda não está convencido de que as redes sociais configuram um ambiente majoritariamente narcisista, lembre-se que a principal ferramenta para compartilhamento de “momentos” são as “selfies“.

Aqui as coisas ficam mais intrigantes.

Daniel Goleman, em seu livro, Foco, apresenta uma consideração do filósofo George Santayanna, chamada de “self do espelho“. Uma noção de que “depois que sabemos o que os outros pensam de nós, modificamos profundamente o que pensamos sobre nós mesmos.”

“Nossa noção de self, nessa visão, surge em nossas interações sociais; os outros são nossos espelhos, nos refletindo para nós mesmos. A ideia foi resumida como:

Eu sou o que eu acho que você acha que eu sou'”

Daniel Goleman

Dessa forma, as redes sociais funcionam como palco para a personificação do eu ideal. Uma complexa trama para transformar a imagem que temos de nós mesmos, convencendo os outros de que ela é real.

Para finalizar

O estudo para esse post me fez refletir bastante. Pude perceber algumas oportunidades de desenvolvimento para que nosso narcisismo seja o mais saudável possível. Separei quatro delas:

  • Primeiro, tudo o que vimos nesse texto faz parte da nossa natureza. No entanto, como vimos no post Sapiens 2.0, vale muito a pena (sempre) vigiar vieses inconscientes e questionar comportamentos automáticos.
  • Além disso, você também precisa acreditar que é capaz de realizar grandes feitos, mas não tem a obrigação de realizá-los. Malkin diz que a receita do narcisismo saudável é: uma família que encoraja (mas não exige) sonhos de grandeza e um modelo saudável de amor e intimidade. Se você não teve isso na infância, vai precisar trabalhar esse lado.
  • Uma terceira, e importante, oportunidade: A maturidade, como atestava Freud, deveria diminuir o narcisismo. Então, pelo menos quando se tornar adulto, entenda de uma vez por todas que o mundo não lhe deve nada!

Por fim, o último ponto é uma provocação.

Geralmente, identificamos como um sintoma nocivo do narcisismo a nossa tendência de se preocupar com rótulos, comparações ou opiniões dos outros.

Alegamos que não deveríamos nos importar com a percepção alheia, como um herói solitário e autêntico que não se curva ao aplauso ou à crítica.

Mas, reflita comigo. Quaisquer definições (como cargo, profissão, nacionalidade, classe social) ou adjetivos (inteligente, bonito, bem-sucedido, educado) servem para diferenciar alguém dos demais.

Da mesma forma, para sabermos, por exemplo, de qual árvore estamos nos referindo em um parque, utilizamos alguns rótulos, como: “Aquela mais alta”, “Aquela mais florida”, “…da espécie tal” ou “…à direita do lago”.

Definições servem para nos separar, segregar e, assim, nos oferecer uma identidade, um resumo.

Essas definições, no entanto, só funcionam ou têm efeito se forem comuns, ou seja, observadas e validadas por muitos. Como no princípio de Berkeley, “Ser é ser percebido”.

A crença individual e solitária não tem essa utilidade.

Por isso, no final das contas, ninguém quer ser realmente, todos querem parecer. Porque ninguém é, sozinho…


Referências: Repensando o Narcisismo, Dr. Craig Malkin, 2017. Para Ler Freud, Carlos Augusto Nicéas, 2013. O Livro da Filosofia, diversos autores, 2011. Mindset, Carol S. Dweck, 2017. Foco, Daniel Goleman, 2013. A verdade por trás dos casais que se parecem fisicamente, Revista Superinteressante, (link), acesso em 13 de março de 2019. Dinheiro traz felicidade? Superinteressante, (link) acesso em 13 de março de 2019. Vivemos na Era do Narcisismo, El País (link). Tapping into he power of humble narcissism, TED (link), acesso em 14 de março de 2019.

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