O DNA do sucesso

O caminho para o êxito e suas armadilhas.

Em 1868, um cientista chamado Friedrich Miescher conduziu, na Alemanha, uma pesquisa bastante peculiar para entender o sangue humano, mais precisamente o núcleo das células. Utilizou para este fim duas substâncias nada agradáveis: muco extraído do revestimento do estômago de porcos e pus extraído de bandagens dos soldados feridos na guerra contra a Prússia. Com essas pesquisas, nada ortodoxas, ele descobriu que havia algo a mais no núcleo das células do que se conhecia na época, a nova substância foi batizada de nucleína.

Curioso, Miescher começou a procurar nucleína em outras células humanas e numa variedade enorme de criaturas, de rãs a salmões. Onde quer que a procurasse, ele a encontrava. A substância era claramente universal e importante, embora o próprio Miescher nunca tenha percebido o quanto

Mosley e Lynch

Anos depois, em 1944, Oswald Avery publicou um estudo, o qual conseguiu fazer com que bactérias deixassem de ser letais ao remover a ainda desprezada nucleína. Apesar do feito de grande impacto para ciência,  foi ofuscado por seu chefe de pesquisas, que nunca o apoiou por achar que tratava-se de uma pesquisa sem importância.

Embora tivesse ficado claro que Avery fizera uma descoberta de enorme importância, o chefe intercedeu junto ao comitê do Prêmio Nobel para certificar-se de que seu subordinado nunca fosse recompensado. Avery foi descrito como o mais merecedor dos cientistas que nunca recebeu um Prêmio Nobel”.

Mosley e Lynch

A nucleína mudou de nome, virou DNA, mas, Miescher e Avery não tiveram o merecido reconhecimento em vida. Infelizmente, o sucesso não depende apenas do seu trabalho e conhecimento, é preciso prospectar diligentemente as oportunidadespromover seus projetos de maneira assertiva e ainda conquistar aliados que lhe apoiem e auxiliem. Não se acomode com a esperança de um mundo ideal ou mais justo, desvende o seu DNA e use-o a seu favor.

Referência: Michael Mosley e John Lynch, Uma História da Ciência, 2010.

Dieta de Informação

Desconecte-se! Controle sua fome por conhecimento ou será dominado por ela.

Os livros que tem em casa nunca serão suficientes, precisará sempre de mais, porém, não conseguirá se concentrar muito tempo em apenas um. Sempre lerá com pressa, como se pudesse perder alguma informação importante em outro meio. A busca por atualizações em redes sociais lhe deixarão alienado de tal maneira, que quando se der conta de quanto tempo ficou ali, será como sair de uma espécie de transe. A tv nunca ficará no mesmo canal. O acesso aos emails acontecerá de forma automática e frequente, fazendo com que trabalhe mais tempo devido a sua insegurança de deixar algo passar e ser mal visto, do que a real necessidade de produzir. E no final do dia, não vai se lembrar de nada além de um vídeo sobre gatos.

O trabalho por insegurança ameaça ser um peso, além de evitar que você escape do barulho infinito que é pensar somente na opinião do mundo. Para visualizar o que virá a ser, você deve evitar a preocupação constante sobre o que já é

Scott Belsky

Não deixe isso acontecer. Fuja das redes sociais, do controle remoto da tv, ou melhor, da própria tv, fuja dos vídeos engraçados do youtube e das discussões sem sentido. Nada disso importa.

Faça uma reeducação da maneira como consome informação, seja mais seletivo, busque qualidade, cresça e ganhe tempo.

Só não deixe de assistir sua série favorita (on demand, por favor)

Referências: A dieta da Informação, Clay A. Johnson, 2012. A Ideia é boa e agora? Scott Belsky, 2010. Podcast: Man in The Arena Ep. 08

 

“Amor”

Cuidado! o amor é uma ilusão. E não há nada de errado nisso.

Essa noção é construída pelo bem que uma pessoa proporciona a outra, como por exemplo, casais que se sentem mais felizes, seguros e confiantes quando estão juntos, ou a alegria que sentimos quando ajudamos alguém necessitado. Não amamos o amado, mas a sensação que ele nos proporciona.

Nietszche dizia que só existe o amor próprio, que todas as nossas ações são voltadas para o nosso próprio bem.

O hedonismo, teoria de filósofos gregos, diz que a busca por prazer é o objetivo supremo da raça humana.

O utilitarismo de Stuart Mill afirma que sempre agimos buscando o máximo de bem estar.

Adam Smith dizia que “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que devemos esperar nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo seu próprio interesse“. Em sua teoria do homo economicus, dizia que o “ser humano sempre opta por aquilo que lhe oferece maior utilidade com o menor esforço”.

Tudo isso pode parecer radical e até egoista, mas você deve admitir que explica muita coisa.

A compreensão desse conceito, acredite nele ou não, lhe fará enxergar as relações humanas com outros olhos, de forma mais compreensível e pragmática.

Supere-se!

Referências: A Riqueza das Nações, Adam Smith, 1776; Quando Nietzche Chorou, Irvin, D. Yalom, 1992; Meu amor, que me faz muito bem, 2009.

 

Ecletismo ou Especialidade?

Uma importante decisão a ser tomada.

Ainda não fez um ano que me tornei executivo e, nesse meio-tempo, carreguei comigo uma inquietação: Vale a pena saber um pouco de muito ou muito de pouco?

O conhecimento eclético tem seu charme, afinal, grandes pensadores seguiam essa linha, como Leonardo Da Vinci, por exemplo, que era, entre outras coisas, pintor, geólogo, anatomista, químico e mudou sua época. O ecletismo também funciona bem para empreendedores. Funcionários especialistas tendem a dar mais importância à sua área de atuação na empresa, mas, quando passam a ser donos, percebem a necessidade de olhar sua organização como um todo.

A favor da especialidade, conheço muitos entusiastas, mas me chama a atenção uma antiga teoria econômica chamada Vantagem Comparativa de David Ricardo (1772 – 1823), na qual diz, entre outras coisas, que se você estiver fazendo algo, mas poderia estar fazendo outra coisa de maneira mais eficiente, está perdendo um bem valioso e escasso: o tempo. Em resumo, é como se alguém que fosse muito bom em finanças, passasse parte do seu dia montando apresentações.

Eu tomei minha decisão, por três motivos:

  1. Como o nome do blog já diz, tenho o objetivo de chegar ao topo da hierarquia empresarial e, para isso, precisarei ter uma visão muito mais holística.
  2. Não se trata de uma decisão absolutamente racional, ela é enviesada por minha curiosidade, sempre gostei de aprender sobre diversos temas, então felizmente será um caminho mais confortável.
  3. E finalmente, por que o eclitismo me fez chegar onde estou hoje. Nada como apresentar teorias econômicas para o pessoal de marketing, ou falar de filosofia com a área de produtos, a cultura ampla é capaz de agregar valores inovadores para qualquer área.

Não pare de se questionar, construa uma estratégia para seus objetivos e atue. Espero que você sempre  reflita sobre qual a melhor abordagem e, caso necessário, é só ajustar a mira.

Referências: The Principles of Political Economy and Taxation, David Ricardo, 1817.

 

Pilot

Como tudo começou.

Tudo se resume ao seguinte: Conforme suas experiências se tornam palavras, suas palavras se tornam ações, suas ações se tornam hábitos, seus hábitos se tornam sua imagem e sua imagem se torna o seu destino

Boothman, Nicholas.

Por isso decidi escrever.

Para que você possa lembrar um pouco mais do que aprendemos no caminho. Para que nossas limitações não façam com que minha fome por conhecimento seja desperdiçada.

Escrevo para que nossa caça por insights continue sempre, mas não de maneira meramente esportiva. Esse blog servirá como uma fortaleza, que manterá nossas ideias a salvo do tempo.

Para que nossas melhores experiências conduzam nosso destino.

Para que você não esqueça de onde viemos.

Essa é a sua história, espero que goste!

As ferramentas e insights de um jovem executivo em busca do sucesso.