Empreendedorismo – Mindset e Oportunidade

Mentalidade empreendedora para todos

Recentemente comecei a participar de um programa de mentoria para jovens que querem desenvolver suas startups.  Logo de cara, tive minha primeira constatação: eles têm muito brilho nos olhos, algo que os adultos parecem ter perdido com o tempo, talvez devido às contrariedades e frustrações da vida.

Mas, é certo, também, que apenas a vontade de fazer acontecer não é suficiente. Esses jovens, nitidamente, ainda precisam desenvolver seu lado empreendedor. Foi quando percebi que a definição desse mindset ainda era algo muito abstrato, por isso, decidi me aprofundar no assunto.

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Propósito e Frustração

Precisamos falar de frustração

“Vivemos em um mundo mais próspero. Você, provavelmente, não conheceu alguém que tenha morrido de fome. Claro que ainda temos situações de extrema pobreza, mas essa era uma condição compartilhada pela maioria, há pouco tempo atrás. 

Saímos de uma época em que ter o que comer era sinônimo de felicidade, para outra em que o excesso de alimento mata mais do que a falta

E assim, saciados, criamos novas expectativas. Afinal, precisamos de justificativas para a felicidade, algo que faça nossa luta diária ter algum sentido. Logo, sucesso, dinheiro, fama, títulos aparecem como possíveis candidatos a indicadores de uma vida feliz.

Mas, no final das contas, você não é um pato que quer nadar no seu cofre de moedas. Você quer o que o dinheiro pode comprar. Você quer o poder de ter e ser o que quiser. Vida é isso, vontade de poder, nada mais. 

O sábio já dizia que o objetivo do ser humano é justificar seu nascimento. Então, se a seleção natural realmente existe, queremos ser os selecionáveis. Queremos superar o vizinho, aquele parente que “se acha  ou o colega de trabalho. Queremos destaque o tempo todo, custe o que custar. E aí, abrimos mão da nossa própria identidade.

A expectativa agora é lastreada nos outros e aumenta de forma absurda. Um exagero impossível de ser alcançado. Uma geração rumo à frustrada tentativa de ser o que não é, de ter o que não lhe pertence

Nasce o amor desejo. Vontade daquilo que é alheio. E aí, o diploma vai ficando empoeirado na parede e não traz a felicidade plena que o Doutor esperava.

Vida irrefletida, sem contraste, com expectativas incompatíveis ou altas demais. Vida que se aliena dentro de si, incapaz de alcançar sua melhor versão. Vida desperdiçada, em vão

Feliz aquele que conseguiu o pão. “

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O Paradoxo da Autonomia

A autonomia e outras contradições

  • Contratamos as pessoas mais capacitadas para, depois, lhes dizer o que fazer.
  • Buscamos profissionais com uma nova maneira de ver as coisas, mas exigimos que sigam padrões.
  • Pedimos para terem visão de longo prazo, mas recompensamos apenas os resultados do presente.
  • Valorizamos a cooperação e o trabalho em equipe, mas incentivamos a competição.
  • Falamos de inovação, mas não queremos correr riscos.

A lista de contradições no mundo dos negócios é extensa. Um mundo que clama por maior proatividade e iniciativa, como vimos no texto Liderança na Era Pós-Digital, mas não abre mão do controle e de processos padronizados.

No texto Propósito e Motivação, vimos que o desejo de ser auto orientado é um dos principais atributos que resultam em melhor performance e satisfação pessoal.  No post de hoje, selecionamos três fatores contraditórios que nos levam ao Paradoxo da Autonomia: a Microgestão, a Responsabilidade e a Igualdade.

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Execução na Era Pós-Digital – Cultura e Tecnologia

O impacto da cultura e tecnologia na execução

A série Execução na Era Pós-Digital se propôs a responder como aumentar as chances de sucesso nos dinâmicos dias atuais. No primeiro post ficou claro que precisamos aproximar as estratégias ao mundo real e transformar objetivos organizacionais em ações práticas. A execução baseada em Regras Simples foi a solução adotada por uma série de iniciativas que ilustraram o texto.

A adaptação foi o tema central do segundo post. Utilizando conceitos da Evolução Natural das Espécies, tentamos nos apoiar em Darwin para transformar nossas organizações em Máquinas de Sobrevivência, que possuem maior longevidade, fecundidade e fidelidade. Já, no texto anterior,  o foco foi o aprendizado. Para prosperar, precisamos entender rapidamente o que funciona e diminuir as incertezas, por isso, discutimos algumas ferramentas de Experimentação.

Hoje,  vamos fechar essa série buscando mais informações sobre dois pontos que influenciam diretamente a execução e definem os vencedores da Era Pós-Digital: A Cultura e a Tecnologia.

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Execução na Era Pós-Digital – Experimentação

Desenvolvendo a cultura de aprendizado contínuo por meio da experimentação

No terceiro post da série Execução na Era Pós-Digital vamos abordar algumas ferramentas de experimentação, testes que ajudam a diminuir a incerteza, enxergar oportunidades e que trazem ainda a possibilidade de nos adaptarmos mais rápido às necessidades internas e externas da nossa organização.

“Nós costumávamos pensar que negócios eram puramente execução. Mas agora, entendemos que, na maioria dos casos, não é apenas isso. Trata-se também de indagação; e a distinção entre indagação e execução é o objetivo da experimentação, que busca verificar se realmente entendemos nossos clientes, nossas ofertas e a totalidade do nosso modelo de negócios”

Steve Blank

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Execução na Era Pós-Digital – Darwin, CEO

O que a evolução natural das espécies pode nos ensinar sobre adaptação empresarial?

No post anterior, exploramos como Regras Simples podem diminuir a distância entre estratégia e execução, ao mesmo tempo que conferem autonomia para os integrantes de um time. O objetivo do post de hoje é entender o que fazer para nos adaptar ao meio de complexidade e incertezas de uma Era em que a mudança é a única constante. Para isso, ninguém melhor para iniciarmos essa conversa do que Charles Darwin.

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Execução na Era Pós-Digital – Regras Simples

Diminuindo a distância entre estratégia e execução

Já discutimos que na Era Pós-Digital, a única constante é a mudança. Vivemos em um cenário de extrema complexidade e incertezas sobre o futuro, o que resulta em três sintomas: (1) nossa capacidade de planejamento se tornou limitada, (2) reagir a mudanças é insuficiente se quisermos garantir nosso espaço e (3) as Teorias de Administração ou estratégias tradicionais oferecem soluções incompletas para nos adaptarmos aos desafios de hoje.

Por isso, pesquisei um pouco sobre as soluções que algumas pessoas e empresas estão encontrando para garantir a execução exitosa de seus projetos e como podemos nos adaptar mais rápido. Esse e os três próximos posts trarão o que encontrei ao pesquisar e refletir sobre Execução na Era Pós-Digital.

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As ferramentas e insights de um jovem executivo em busca do sucesso.