Filosofia da Inovação

Como a filosofia pode determinar a inovação

A Inovação já conquistou o seu espaço, dentre os temas mais discutidos no mundo dos negócios. Seja inovação incremental ou disruptiva, estamos sempre buscando alternativas para sermos mais eficientes, competitivos ou, até mesmo, pioneiros em algum mercado.

Descobrimos no post Ciência da Inovação, que, para a inovação acontecer, precisamos de um método – inovação e ciência, portanto, caminham juntos e, sem elas, não faríamos sentido.

Porém, há um terceiro, e importante, agente nessa dinâmica: tanto a inovação quanto a ciência surgem de uma indagação, uma pergunta feita por uma mente curiosa em busca da verdade – e esse é o papel central da filosofia.

Portanto, se quisermos entrar no jogo da inovação para ganhar, precisamos, antes de qualquer coisa, aprender a fazer as perguntas certas. Por isso, nada melhor do que consultar os maiores especialistas no assunto.

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Barreiras da Colaboração

Vencendo as barreiras da colaboração 

Participei recentemente de um projeto, que, dentre outras coisas, visava compartilhar boas práticas entre diferentes setores de uma empresa. O ganho da iniciativa parecia óbvio, entenderíamos quais equipes possuíam os melhores processos, programas ou metodologias e, assim, replicaríamos para as demais.

A primeira impressão foi de que as equipes receberiam tais práticas de braços abertos, afinal, tratavam-se de práticas comprovadamente efetivas, que poderiam resultar em ganho de performance. Mas, as coisas foram um pouco mais complicadas do que isso, muitas pessoas ou equipes foram muito resistentes em colaborar.

Ficou claro que nós havíamos subestimado a complexidade do elemento humano.

Tudo isso despertou minha curiosidade, afinal, quais são as barreiras da colaboração nas empresas e como podemos desenvolver equipes colaborativas?

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Tendências 2018

O que esperar de 2018?

Mais um ano chegando e, junto com ele, surge a inquietação do que iremos encontrar pela frente. Muitas agências de comunicação já fizeram suas apostas e apresentaram um vasto material sobre o que podemos esperar do mercado.

As Tendências de 2018 aparecem como uma dança entre um tímido otimismo e uma busca contagiante pelo novo. Tecnologia e comportamento serão, novamente, o motor de mais um ano repleto de oportunidades e riscos.

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Autoconfiança – Um relato

A importância de confiar em si mesmo

De alguma forma, todos sabemos como a autoconfiança é importante, porém, entendo que temos uma ideia muito superficial do que ela representa e apenas nos damos conta de seu papel quando a perdemos. Portanto, para aprendermos algo sobre o tema, não podemos falar de um mundo ordenado e fantasioso, onde as coisas dão sempre certo. Vamos abordar a autoconfiança no caótico mundo real, uma realidade nua e crua.

Para isso, utilizaremos uma experiência pessoal para, junto com alguns insights de especialistas, refletirmos um pouco mais sobre a importância de confiar em si mesmo.

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Empreendedorismo – Mindset e Oportunidade

Mentalidade empreendedora para todos

Recentemente comecei a participar de um programa de mentoria para jovens que querem desenvolver suas startups.  Logo de cara, tive minha primeira constatação: eles têm muito brilho nos olhos, algo que os adultos parecem ter perdido com o tempo, talvez devido às contrariedades e frustrações da vida.

Mas, é certo, também, que apenas a vontade de fazer acontecer não é suficiente. Esses jovens, nitidamente, ainda precisam desenvolver seu lado empreendedor. Foi quando percebi que a definição desse mindset ainda era algo muito abstrato, por isso, decidi me aprofundar no assunto.

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Propósito e Frustração

Precisamos falar de frustração

“Vivemos em um mundo mais próspero. Você, provavelmente, não conheceu alguém que tenha morrido de fome. Claro que ainda temos situações de extrema pobreza, mas essa era uma condição compartilhada pela maioria, há pouco tempo atrás. 

Saímos de uma época em que ter o que comer era sinônimo de felicidade, para outra em que o excesso de alimento mata mais do que a falta

E assim, saciados, criamos novas expectativas. Afinal, precisamos de justificativas para a felicidade, algo que faça nossa luta diária ter algum sentido. Logo, sucesso, dinheiro, fama, títulos aparecem como possíveis candidatos a indicadores de uma vida feliz.

Mas, no final das contas, você não é um pato que quer nadar no seu cofre de moedas. Você quer o que o dinheiro pode comprar. Você quer o poder de ter e ser o que quiser. Vida é isso, vontade de poder, nada mais. 

O sábio já dizia que o objetivo do ser humano é justificar seu nascimento. Então, se a seleção natural realmente existe, queremos ser os selecionáveis. Queremos superar o vizinho, aquele parente que “se acha  ou o colega de trabalho. Queremos destaque o tempo todo, custe o que custar. E aí, abrimos mão da nossa própria identidade.

A expectativa agora é lastreada nos outros e aumenta de forma absurda. Um exagero impossível de ser alcançado. Uma geração rumo à frustrada tentativa de ser o que não é, de ter o que não lhe pertence

Nasce o amor desejo. Vontade daquilo que é alheio. E aí, o diploma vai ficando empoeirado na parede e não traz a felicidade plena que o Doutor esperava.

Vida irrefletida, sem contraste, com expectativas incompatíveis ou altas demais. Vida que se aliena dentro de si, incapaz de alcançar sua melhor versão. Vida desperdiçada, em vão

Feliz aquele que conseguiu o pão. “

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O Paradoxo da Autonomia

A autonomia e outras contradições

  • Contratamos as pessoas mais capacitadas para, depois, lhes dizer o que fazer.
  • Buscamos profissionais com uma nova maneira de ver as coisas, mas exigimos que sigam padrões.
  • Pedimos para terem visão de longo prazo, mas recompensamos apenas os resultados do presente.
  • Valorizamos a cooperação e o trabalho em equipe, mas incentivamos a competição.
  • Falamos de inovação, mas não queremos correr riscos.

A lista de contradições no mundo dos negócios é extensa. Um mundo que clama por maior proatividade e iniciativa, como vimos no texto Liderança na Era Pós-Digital, mas não abre mão do controle e de processos padronizados.

No texto Propósito e Motivação, vimos que o desejo de ser auto orientado é um dos principais atributos que resultam em melhor performance e satisfação pessoal.  No post de hoje, selecionamos três fatores contraditórios que nos levam ao Paradoxo da Autonomia: a Microgestão, a Responsabilidade e a Igualdade.

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As ferramentas e insights de um jovem executivo em busca do sucesso.