Todos os posts de Eu, CEO

A Arte da Inovação

A filosofia compreende, a ciência explica e a arte humaniza

Em 2015, no post Ciência da Inovação, buscamos entender como o método científico poderia nos ajudar a aprimorar nossos processos de inovação.

No início desse ano, avançamos um pouco mais nesse estudo. Afinal, a ciência pode nos auxiliar em encontrar respostas, mas a pergunta que vem antes é especialidade de outro ramo do conhecimento humano, a Filosofia da Inovação foi o tema do segundo post.

Assim, com os dois textos, aprendemos a importância de questionar e responder da melhor forma possível. Mas ainda ficou uma ponta solta para ligarmos a inovação aos principais assuntos da consciência humana.

Ainda precisamos aprender como tangibilizar ideias, transformar conceitos abstratos em soluções práticas e traduzir emoções para o mundo sensível. Portanto, hoje vamos continuar essa jornada tentando entender como a inovação e a arte estão ligadas.

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Principais insights após 100 textos

O que aprendi ao escrever 100 textos sobre carreira e negócios

O último mês representou um marco para este blog, o centésimo post foi publicado, após pouco mais de 3 anos. Desde o início, tive a ambição de chegar e ultrapassar esse número, mesmo assim, fiquei surpreso com a marca. Afinal, foram mais de 140 mil palavras, o suficiente para preencher quase 400 páginas do Word ou escrever mais de dois livros (cujo a média é de 64 mil palavras).

É surpreendente, porque se trata de um projeto pessoal, sem grandes ambições de retorno, apenas com o intuito de capturar conhecimento e não deixar escapá-lo. Por isso, manter a rotina de pesquisar, escrever e formatar, nas horas vagas, exigiu bastante disciplina.

Mas, felizmente, tem sido uma atividade muito gratificante, tudo o que aprendo aqui paga qualquer esforço. Então, a melhor maneira de comemorar é coletar as melhores lições. O post de hoje fala dos principais insights e ferramentas de um jovem executivo…

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Funcionários Tóxicos – Bad Apples

Pessoas que contaminam todo o time

No post Chefes Agressivos, discutimos como o comportamento equivocado de um líder pode contaminar todo o ambiente de uma organização e até afetar a saúde de seus colaboradores.

Hoje em dia, é muito comum encontrar exemplos na mídia, em cursos ou na literatura sobre o tema. A verdade é que os líderes tóxicos estão sob ataque e seu reinado parece estar ameaçado. Ótimo!

Mas, quando pesquisei para fazer aquele post ou, mesmo hoje, quando leio algo sobre o assunto, penso no outro lado da moeda. Afinal, seria ironia supor que a toxicidade está limitada a profissionais em cargos de liderança.

Por isso que hoje vamos falar dos Funcionários Tóxicos. Aqueles que contaminam o ambiente, mas muitas vezes garantem sua permanência na empresa por algum outro fator.

Os Bad Apples estão muito mais presentes do que você imagina.

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Como a linguagem afeta nossa visão do mundo

Apenas me diga, que eu te direi quem és

No último mês, tive a oportunidade de fazer um curso no exterior junto com pessoas de várias partes do mundo. Da Polônia ao Panamá, histórias vindas de diferentes países estavam reunidas naquela sala de aula, localizada em Barcelona.

Como não podia ser diferente, surgiram muitas conversas sobre as características e diferenças entre cada nação e seus habitantes. Uma dessas discussões me chamou bastante a atenção: a linguagem parecia ter grande influência no comportamento das pessoas.

A fagulha para esse debate veio de um conceito muito utilizado em boa parte do globo, em português o conhecemos como: “Ganhar dinheiro“, comparado ao seu equivalente em inglês” to make money” (make = fazer, criar, construir).

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Case de Fracasso – Ford Edsel

Lições de um grande revés

Todos já ouvimos que o fracasso é melhor professor do que o sucesso. Porém, é difícil encontrar histórias bem contadas de algo que não deu certo. Por isso, quando me deparei com “O destino do Edsel”, de John Brooks, fiquei bastante impressionado. A narrativa está presente em seu livro Aventuras Empresariais, tido por Warren Buffett e Bill Gates como uma das melhores obras sobre negócios já escritas.

A história do Ford Edsel, apesar de se passar na década de 1950, traz lições valiosas para os profissionais da atualidade, em constante busca por inovação e liderança de mercado. Pensando nisso, decidi investigar um pouco mais e caçar os principais insights desse Case de Fracasso.

Para entender a magnitude desse grande revés empresarial, vou começar com um spoiler: a Ford teria economizado dinheiro se tivesse decidido dar de presente 110 mil unidades do seu carro de preço comparável (o Mercury), em vez de produzir o Edsel.

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Visão de Negócios – Conceitos Financeiros

Alguns conceitos financeiros que todo profissional deveria conhecer

Na última semana, voltei para a sala de aula e participei de um curso de finanças, fornecido pela minha empresa. A oportunidade me fez retomar uma paixão antiga por números, que iniciou quando tinha vinte e poucos anos e comecei a me arriscar no mercado de ações. Mais do que isso, me fez ter a certeza de que para alcançarmos o sucesso no mundo dos negócios, precisamos conhecer sua linguagem.

Quando decidi escrever sobre esse tema, imediatamente me lembrei de um livro do Ram Charam, What the CEO Wants You to Know (O que o CEO Quer que Você Saiba, em tradução livre), que fala sobre Visão de Negócios, definida pelo autor como a habilidade de entender as “leis universais das finanças e possuir um senso afiado de como negócios geram riqueza.

Ram Charam faz uma provocação no livro, ao dizer que as pessoas que estão à frente de negócios de sucesso conhecem seus fundamentos e aplicam um intenso foco neles, isso serve tanto para o CEO de uma empresa internacional, quanto para o empreendedor de uma startup ou mesmo para o vendedor de balas do semáforo.

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Gerente – Papel e Práticas – parte 2

Gerenciamento na Prática

No post anterior, após avaliar o desenvolvimento do papel do gerente ao longo do tempo, definimos o gerenciamento atual como o ato de coordenar um grupo de pessoas para atingir uma meta específica, ao mesmo tempo que se leva em consideração a inevitável mudança e incerteza.

Hoje, vamos comentar alguns dos assuntos que fazem parte de sua rotina e conhecer práticas modernas de gerenciamento. Tratam-se de conceitos ou métodos propostos por grandes autores e referências no assunto, com alguma contribuição da minha própria experiência ao longo dos últimos nove anos como gerente.

  • Vamos falar das temidas, porém necessárias, metas.
  • Discutiremos como os gerentes podem lidar com mudanças e problemas.
  • Vamos verificar a importância do alinhamento de um plano de ação.
  • Descobriremos como “sair do caminho e deixar as pessoas trabalharem“, com a Gestão Participativa.
  • Conheceremos alternativas de monitoramento e o que fazer com obstáculos.
  • Entenderemos as diferenças entre gerentes de sucesso e gerentes eficazes. 
  • Vamos aprender o que são e como evitar as dívidas de gestão.
  • E, para finalizar, conheceremos o mindset que pode destacar um bom gerente.

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Gerente – Papel e Práticas – parte 1

O papel gerencial da liderança

Quando falamos de liderança, normalmente, enaltecemos a figura daquele que é visionário, que inspira as pessoas a se dedicarem em prol de um objetivo comum. Esse tipo de gestor, nós chamamos de líder.

Os que não conseguem tal proeza, nós chamamos de chefes. Aquela figura burocrática e autoritária, que não desperta nas pessoas um interesse genuíno de contribuir, apenas cobra melhores resultados, controla processos e não admite que algo saia errado.

Como discutimos em outro momento, a definição de líder ou chefe não passa de uma questão de perspectiva. Porém, no meio desse jogo de segregação da liderança – que na verdade é apenas fruto da nossa mania de dar nomes para as coisas – existe uma figura real e muito importante:

Aquele que executa, que faz as coisas acontecerem, que define exatamente o que cada um precisa fazer, para que a visão de uma empresa se torne realidade.  No post de hoje, vamos entender um pouco melhor o papel do Gerente.

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Educação e Liderança

O papel do líder educador

Hoje em dia, é comum ouvirmos que o desenvolvimento dos indivíduos de uma equipe faz parte das atribuições de um líder. Sejam competências técnicas ou habilidades cognitivas, os gestores estão sempre (ou, pelo menos, deveriam estar) preocupados com o conhecimento de seu time. Afinal, sabemos que quanto mais preparadas as pessoas estão, melhor é seu desempenho.

Idalberto Chiavenato, em seu livro Construção de Talentos, afirma que existe um problema muito grave e irreparável nas organizações: “o desperdício contínuo e sistemático de talentos, conhecimentos, habilidades e competências das pessoas.”

Para o requisitado consultor de empresas, Vicente Falconi, a função do líder é compreender a situação atual e conduzir as pessoas sob sua autoridade para as mudanças necessárias.  As mudanças são, portanto, a prática do conhecimento.

Já vimos aqui no blog a importância da autoeducação, a relevância do aprendizado contínuo e como o learnability pode determinar o sucesso dos profissionais em um mundo que não para de mudar.

No post de hoje, vamos tentar encontrar respostas para outra pergunta: qual é o papel do líder na educação de seus liderados em uma época na qual a maior parte do conhecimento humano está no bolso das pessoas?

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Filosofia da Inovação

Como a filosofia pode determinar a inovação

A Inovação já conquistou o seu espaço dentre os temas mais discutidos no mundo dos negócios. Seja de maneira incremental ou disruptiva, estamos sempre buscando alternativas para sermos mais eficientes, competitivos ou, até mesmo, pioneiros em algum mercado.

Descobrimos em um post anterior, que, para a inovação acontecer, precisamos de um método – inovação e ciência, portanto, caminham juntas e, sem elas, não faríamos sentido.

Porém, há um terceiro e importante agente nessa dinâmica: tanto a inovação quanto a ciência surgem de uma indagação, uma pergunta feita por uma mente curiosa em busca da verdade – e esse é o papel central da filosofia.

Portanto, se quisermos entrar nesse jogo para ganhar, precisamos, antes de qualquer coisa, aprender a fazer as perguntas certas. Por isso, nada melhor do que consultar os maiores especialistas no assunto.

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Barreiras da Colaboração

Vencendo as barreiras da colaboração 

Participei recentemente de um projeto, que, dentre outras coisas, visava compartilhar boas práticas entre diferentes setores de uma empresa. O ganho da iniciativa parecia óbvio, entenderíamos quais equipes possuíam os melhores processos, programas ou metodologias e, assim, replicaríamos para as demais.

A primeira impressão foi de que as equipes receberiam tais práticas de braços abertos, afinal, tratavam-se de práticas comprovadamente efetivas, que poderiam resultar em ganho de performance. Mas, as coisas foram um pouco mais complicadas do que isso, muitas pessoas ou equipes foram muito resistentes em colaborar.

Ficou claro que havíamos subestimado a complexidade do elemento humano.

Tudo isso despertou minha curiosidade, afinal, quais são as barreiras da colaboração nas empresas e como podemos desenvolver equipes colaborativas?

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Tendências 2018

O que esperar de 2018?

Mais um ano chegando e, junto com ele, surge a inquietação do que iremos encontrar pela frente. Muitas agências de comunicação já fizeram suas apostas e apresentaram um vasto material sobre o que podemos esperar do mercado.

As Tendências de 2018 aparecem como uma dança entre um tímido otimismo e uma busca contagiante pelo novo. Tecnologia e comportamento serão, novamente, o motor de mais um ano repleto de oportunidades e riscos.

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Autoconfiança – Um relato

A importância de confiar em si mesmo

De alguma forma, todos sabemos como a autoconfiança é importante, porém, entendo que temos uma ideia muito superficial do que ela representa e apenas nos damos conta de seu papel quando a perdemos. Portanto, para aprendermos algo sobre o tema, não podemos falar de um mundo ordenado e fantasioso, onde as coisas dão sempre certo. Vamos abordar a autoconfiança no caótico mundo real, uma realidade nua e crua.

Para isso, utilizaremos uma experiência pessoal para, junto com alguns insights de especialistas, refletirmos um pouco mais sobre a importância de confiar em si mesmo.

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Empreendedorismo – Mindset e Oportunidade

Mentalidade empreendedora para todos

Recentemente comecei a participar de um programa de mentoria para jovens que querem desenvolver suas startups.  Logo de cara, tive minha primeira constatação: eles têm muito brilho nos olhos, algo que os adultos parecem ter perdido com o tempo, talvez devido às contrariedades e frustrações da vida.

Mas, é certo, também, que apenas a vontade de fazer acontecer não é suficiente. Esses jovens, nitidamente, ainda precisam desenvolver seu lado empreendedor. Foi quando percebi que a definição desse mindset ainda era algo muito abstrato, por isso, decidi me aprofundar no assunto.

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Propósito e Frustração

Precisamos falar de frustração

“Vivemos em um mundo mais próspero. Você, provavelmente, não conheceu alguém que tenha morrido de fome. Claro que ainda temos situações de extrema pobreza, mas essa era uma condição compartilhada pela maioria, há pouco tempo atrás. 

Saímos de uma época em que ter o que comer era sinônimo de felicidade, para outra em que o excesso de alimento mata mais do que a falta

E assim, saciados, criamos novas expectativas. Afinal, precisamos de justificativas para a felicidade, algo que faça nossa luta diária ter algum sentido. Logo, sucesso, dinheiro, fama, títulos aparecem como possíveis candidatos a indicadores de uma vida feliz.

Mas, no final das contas, você não é um pato que quer nadar no seu cofre de moedas. Você quer o que o dinheiro pode comprar. Você quer o poder de ter e ser o que quiser. Vida é isso, vontade de poder, nada mais. 

O sábio já dizia que o objetivo do ser humano é justificar seu nascimento. Então, se a seleção natural realmente existe, queremos ser os selecionáveis. Queremos superar o vizinho, aquele parente que “se acha  ou o colega de trabalho. Queremos destaque o tempo todo, custe o que custar. E aí, abrimos mão da nossa própria identidade.

A expectativa agora é lastreada nos outros e aumenta de forma absurda. Um exagero impossível de ser alcançado. Uma geração rumo à frustrada tentativa de ser o que não é, de ter o que não lhe pertence

Nasce o amor desejo. Vontade daquilo que é alheio. E aí, o diploma vai ficando empoeirado na parede e não traz a felicidade plena que o Doutor esperava.

Vida irrefletida, sem contraste, com expectativas incompatíveis ou altas demais. Vida que se aliena dentro de si, incapaz de alcançar sua melhor versão. Vida desperdiçada, em vão

Feliz aquele que conseguiu o pão. “

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